Transformando mãos em pedras…
Transformando mãos em pedras…
Não estava indisposto nem amuado. Não sentia dores de cabeça e meus pensamentos cochilavam em uma cabeça tranqüila e despreocupada. Entretanto escolhi passar grande parte do primeiro dia de 2010 em meu quarto.
Li um pouco, mas logo fui abraçado pelo lençol e preso ao conforto de minha cama.
Já eram mais de 19 horas quando, ao telefone, ouvi a voz apaixonada perguntando-me se realmente não iríamos nos ver para que nossos olhos brindassem a alegria de entrarmos em um novo ano com um mesmo compromisso ardendo em nosso coração e mantendo nossas mãos unidas.
A verdade é que chovia muito e, como os que me visitam com mais freqüência aqui no blog já sabem, eu não tenho carro. E como iríamos nos ver no sábado, caso o tempo não mudasse, não nos veríamos hoje.
No entanto, reconsiderei e depois de me levantar rapidamente, tomar um banho e trocar de roupas, dei início à jornada.
Ali, sozinho e molhado, com o guarda-chuva florido da mamãe, eu aguardava o bote motorizado.
Meu corpo estremeceu e meu rosto ganhou um vibrante sorriso, era o transporte público chegando. Que alegria arrebatadora eu senti. Em breve eu estaria quentinho e protegido da chuva em direção a casa da gatinha.
Fui até a beirada da guia da calçada e acenei com o braço avisando ao estimado motorista que faria uso daquele grande veículo que ele tão bem conduzia.
Quis avisá-lo que ele teria a honra de levar um apaixonado até a razão de sua paixão. Que ele faria com que meu corpo, agora distante, pudesse dar um abraço naquela que me esperava com carinho e saudades. Mas me contive e apenas acenei.
Para minha surpresa o ônibus não parou. Será que minhas mãos não estavam no ângulo certo? Será que deveria ter acenado no movimento anti-horário? Será que ele não gostava de mim por causa do meu time ou do estilo do meu cabelo?
Não sei, só que ele não parou.
Minha reação foi hilária.
Senti muita raiva. E lancei minha mão no ônibus.
Calma, não fiz nenhum gesto obsceno. Mas olhei com uma certa indignação para aquele monte de ferro e vi minha mão se erguendo e se movimentando na direção do pára-brisa.
Havia apenas vazio entre os meus dedos, mas mesmo assim estendi minhas mãos com a força dos rejeitados.
E tudo isto me fez pensar. E o pensamento me fez rir de mim mesmo.
Enquanto eu estava dentro de casa. Confortavelmente acolhido. Aquecido e respeitado. No controle do meu ir e vir. Na segurança do que me é familiar. Meu coração estava tranqüilo. Minhas idéias para este novo ano eram encantadoras e puras. Meu canto, agradecido. E a minha vontade de fazer diferença no mundo, era enorme.
Mas bastou atravessar a porta e colocar os pés na realidade da vida. Com suas incoerências e injustiças. Suas dores e confusões. Suas incertezas e maldades. Suas pressões e egoísmos. Que ao invés de oferecer graça, amor e misericórdia, quis que minhas mãos fossem pedras, para que eu pudesse demonstrar o meu poder de prejudicar os que me prejudicam.
Em segundos o monge se tornou líder de gangue.
Naquele momento quis ter poder para fazer alguma coisa. Para não deixar que meu sofrimento (que drama! rs) ficasse anônimo. Queria ter poder para agir e mostrar para todo mundo que ninguém me deixa para trás e isso fica barato.
Enquanto movia minhas mãos no ar deixava claro para o céu inteiro que gostaria de transformar minhas mãos em pedras.
Obviamente não jogaria nenhum objeto naquele ônibus. Havia pedras no chão e nem por isso me abaixei para usá-las como arma de ataque. Estou apenas filosofando.
O que estou dizendo é que se tivéssemos poder de transformar as mãos em pedras, já teríamos quebrado muitos lugares que nossas mãos não podiam alcançar.
Refleti que há instantes em que queremos (ou eu quero) transformar Deus em uma pedra. Queremos que Ele vá até onde não podemos ir e acabe com aqueles com quem não podemos acabar. Que ele traga dor ao coração daqueles que nos trouxeram dor. Que Ele tire as coisas que nós não conseguimos tirar daqueles que achamos que não merecem ter.
O evangelho precisa me transformar. Precisa mudar a íris de meus olhos e o rumo das minhas emoções e idéias. O evangelho precisa me ensinar a como reagir com esperança e gratidão diante das muitas facetas da existência.
Enquanto o Deus que criamos em nossa mente for apenas uma extensão de nós Ele não passará de uma pedra quebrando a janela de tudo aquilo que ignorou nosso gesto e nos deixou para trás.
Deus é santo e não ambicioso e materialista. Deus é bom e não vingativo e iracundo. Deus é generoso e não avarento e egoísta. Deus é justo e não parcial e interesseiro. Deus é pacífico e não violento e rixoso. Deus é paciente e não opressor e insensível. Deus é o “Eu sou” e não um ser sem auto-estima e vulnerável a qualquer oposição ou crítica.
Deus jamais poderá ser nossa extensão porque as coisas que gostaríamos que ELE fizesse, porque não conseguimos realizá-las, são coisas que para nós são importantes e urgentes, mas não passam de inutilidades e vaidades.
Muito mais do que poder, nós precisamos viver o amor.
Quando decidimos ser pessoas amáveis, a vida não é obrigada a fazer com que isso seja fácil para nós. A nossa decisão de amar não impedirá que o mundo continue um caos. Mas se buscarmos honrar esta decisão, talvez, antes de dormir, ao invés de pedir que Deus transforme tuas mãos em pedra, você pedirá que ELE transforme tuas tristezas, feridas, iras e mágoas em orações. E ao invés de ferir quem te feriu, você irá interceder por ele e perceberá que esta será tua própria cura.
Gostaria de continuar escrevendo, mas vou ali orar por um motorista de ônibus da linha Metrô Penha.
Aos que leram até o fim, deixo meu obrigado sincero. Obrigado por me incentivarem a continuar esta linda viagem que é escrever.
Thiago Grulha
Claudinho e Bochecha
Claudinho e Bochecha…
Dificilmente escrevo dois “posts” em um período curto.
Isto não se dá por falta de tempo, tema ou interesse. Muito menos por alguma estratégia de manutenção deste espaço. A razão é muito mais simples.
Eu não escrevo como quem lança baldes para o coração de um profundo poço e de lá retira o alívio para sede. Não, pensando bem, há sim momentos em que esta imagem define minha experiência com a criação de um texto, mas normalmente não é assim.
Escrevo por não ter escolha. É um “transbordamento”.
Sou tomado por alguma imagem, palavra, som, história ou qualquer outra beleza da vida. E então meu espírito é visitado de tal forma pela erupção dos sentimentos que tudo o que sou entra em um estado de enlevo e já não consigo manter isso dentro de mim.
Esta experiência arrebatadora não é familiar, comum ou corriqueira. São como assombros inexplicáveis. São mistérios. Não os conheço pelo nome, logo não posso convocá-los ou convidá-los, eles apenas surgem e abraçam-me.
Eles gostam de me fazer esperar. Entre um encontro e outro a ponte que os liga é feita de tempo vagaroso.
Entretanto, hoje ouvi mãos sagradas batarem na porta. Aqueles passos alegres foram percebidos por meus ouvidos supresos e gratos. O mistério voltou e tocou-me.
Não, eu não estava ouvindo um sermão do pastor Éd Rene. Também não foi enquanto lia páginas de um livro espetacular. Melhor pararem de arriscar palpites, pois não acertarão.
Sentado no sofá laranja da sala aqui de casa, assisti o documentário sobre o Claudinho e Bochecha. Sim, isso mesmo! Foi assim que o mistério me visitou.
Recordei minha adolescência.
Como será que eu conseguia caminhar com aquelas calças tão largas? E eu realmente achava que camisetas gigantes ficavam bem em mim? Que saudade destas loucuras rs
Foi a época em que mais ouvi música. Durmia com o radinho ligado e gravava os programas de rádio em fitas para poder escutar novamente os hits que mexiam comigo.
Era um tempo em que sonhos explodiam como fogos em minha alma. Não havia perigos que me impedissem de tentar mais uma vez.
E a timidez?
Me lembro de uma vez em que arrumei um óculos de sol que logo passou a fazer parte do meu figurino “moderno” rs. Tomei um banho demorado. Passei loção pós barba, mesmo sem ter feito a barba, porque eu não tinha barba rs. Espirrei litros do perfume Biografia do meu pai no pescoço e debaixo do braço (ardeu rs). E segui meu caminho em direção ao palco das minhas maiores emoções - a escola Armando Cridey Righetti.
Estava preparado para conquistar. Imaginava o que aconteceria em todos os lugares por onde eu passasse.
As garotas parariam de conversar e, com os olhos reluzentes, comentariam sobre o garoto moreninho da rua da bicicletaria. As turminhas se desfariam apenas para me cumprimentar. Os maiorais iriam me chamar para fazer parte do time principal da escola e eu iria escolher o número da minha camiseta. Eu quase podia ouvir a arquibancada gritando - “Thiaquinho! Thiaguinho! Thiaguinho!”
Mas quando dobrei a esquina o medo me fez tirar os óculos e apenas aceitar que eu era somente um aluno da quinta série, se achando adulto porque agora estudaria das 15:00 ás 19:00 horas, ou seja, no mesmo horário das sextas, sétimas e oitavas e que tinha muito receio de não fazer novos amigos e de deixar meu caminho ser uma linha tão fina que o mais suave sopro da vida apagasse minha desengonçada trilha.
Quanta coisa marcante coube na minha adolescência!
Em um dos muitos festivais escolares, eu e meu amigo césinha nos tornamos a dupla Claudinho e Bochecha. Eu era o Bochecha rs
Coloquei boininha, ensaiei os passos e treinei bem a dancinha engraçada rs O som rolava e a gente fazia de conta que o mundo tinha parado para nos ver. Como a gente queria ser notado, querido e aplaudido.
E quando penso na morte do claudinho, penso um pouco na minha morte.
Não a morte definitiva. Não aquela que me impedirá de contar mais uma piada sem graça ou de trancar novamente minha mãe no quarto e só jogar a chave pela janela depois dela rir e pedir muito para sair de lá.
Mas a morte das fases.
Já não sou mais adolescente. Este tempo escorreu pelos meus dedos e não sobrou nenhum pouquinho desta areia cheia de força. E olha que cheguei a procurar até nos cantinhos das unhas.
Já não sinto as mesmas inseguranças enquanto refaço o caminho de minha casa até a escola. Já não há mais as conversas sem pé nem cabeça no portão azul da entrada do colégio. Já não tinjo o cabelo de azul e não tenho mais vontade de usar um brinco de pressão rs. Já não lavo o rosto com pressa para pegar a bola da penalti debaixo da cama do meu irmão para ficar chutando-a no portão. E não pergunto mais para a coordenadora Cecília - “quando vai ter outra excursão para o Sesc itaquera? rsrs”
Mas quando escuto Claudinho e Bochecha sinto o passado despertar e bocejar alto no meu ouvido.
Algo muito forte me arremessa para tão alto e tão longe que sobrevôo minha própria história e lá de cima consigo me ver abrindo o portão de casa, com mais sonhos no coração do que pelos no rosto, segurando minha bolsa nova nas mãos e com os óculos escuros escondendo meus olhos medrosos.
Sei que muitas das canções destes funkeiros divertidos não são profundas, poéticas ou sagradas. Algumas até destoam do que cremos e queremos viver. Mas a verdade é que o mistério tocou-me. Despertou minha vontade de rir com aquela leveza de moleque.
Eu chorei de emoção e orei a Deus.
Vivamos uma vida de amor. “só love, só love.”…
Sei que escrevi muito, mas agradeço aos que leram até o final, ou até mesmo aos que resistiram até o meio do caminho. Obrigado!
Thiago Grulha
Te amo JESUS!!
Troquei o canal
Troquei o canal…
Não é sempre que caminho assim.
Raramente abro trilhas no silêncio sem ter os olhos atentos a um mapa. Firmo os pés no chão e ainda nos primeiros passos sei exatamente onde quero chegar, mesmo que não possa, atencipadamente, conhecer todo o percurso a realizar.
Mas enquanto escuto o televisor ainda ligado na sala, sinto-me convidado aventurar-me por vielas, ruas, estradas e rumos que desconheço. Tenho vontade de virar a esquina e aumentar o ritmo da caminhada acreditando que o objetivo não é chegar a algum lugar, mas compartilhar o medo de me perder no meio da multidão que se esbarra.
Receio não ter a ginga certa, sabe? Temo que descubram que não tenho o jeitão descolado de movimentar as pernas. A verdade é que não tenho um andar confiante.
Eu sei que este texto está meio confuso, me perdoe por isso.
Não há como ser diferente, mas prometo que tentarei me fazer entender.
Quando falo de caminhar sem destino, não estou falando de viver uma vida sem propósito. Não se trata de um pensamento tão macro.
Estou filosofando sobre a arte de escrever.
Quase sempre tenho uma experiência que desejo passar. Um caminho para apontar. Mesmo que não sejam inovadores ou profundos, eles estão sempre presentes.
Porém agora é diferente.
Quero apenas contar uma particularidade, sem saber dizer se há ou não algum ensino por trás disso.
Amo contar histórias. Minha cunhada costuma se divertir durante as minhas pregações porque sabe que algum segredo de família será revelado. Um tombo engraçado, uma mania, uma conversa, um sonho infantil, não importa, há sempre um sorriso escondido no passado feliz.
Mas normalmente conto histórias transformando-as em parábolas. Partilho histórias com a intenção de semear reflexões dirigidas. Entretanto, hoje é diferente.
Há pouco estava assistindo um filme. Absorto. Envolvido. Empolgado.
O enredo intrigante. Os diálogos inteligentes. As cenas emocionantes. O drama revelador. Tudo muito bom.
Mas quando as coisas começaram a ficar mais difíceis. Quando um dos mocinhos da história começa a ser injustiçado. Quando os planos bem elaborados deram errado, eu troquei de canal.
O filme acontecendo e meus olhos saltaram para um outro mundo vivo na tela.
Poderia ser qualquer coisa. Um anúncio. Um telejornal, ou até mesmo o Castelo Ratimbum (eu amava rs). Apenas não queria continuar angustiado. Queria interromper o fluxo de imagens que frustravam meu mundo cor de rosa (ou mundo azulzinho rs).
E no momento em que fiz isto fui invadido por muitas lembranças. Recordei diversas vezes em que fiz a mesma coisa. Simplesmente troquei de canal.
Não encarei a cena. Fechei os olhos ao caminhar trôpego do cansado. Não por desejar ignorar seu sofrimento, mas por não suportar compartilhá-lo com ele. Que vergonhoso reconhecer isso.
Sempre foi mais fácil trocar de canal, pois, depois de um tempo, era só apertar o controle novamente para voltar ao filme.
Tudo foi esclarescido. Havia um propósito para dor, para lágrima.
O vazio, deixado pelo filho que se foi, não está preenchido, mas as noites não são tão negras e uma música de esperança rega a vida com novos sonhos.
Troquei de canal quando o tímido era humilhado no corredor da universidade. Quando o esquisito foi maltratado pelo jogador principal do time de futebol americano. Quando a líder de torcida se preparava para derramar ponche na roupa da nerd que mudou o modelito e está tendo sua noite mais encantada, no baile de formatura. E o mais engraçado é que quando retornava ao canal, tudo estava resolvido e bem ajustado.
Não sei como isso pode ser aplicado para vida, sei apenas que, por muitas veze, troquei de canal.
No entanto, hoje consegui resistir.
Voltei atrás e assisti o filme por inteiro.
Entendi melhor as reconciliações, pois suportei assistir as rupturas. Festejei com mais intensidade o reencontro, pois testemunhei a dor lacinante da despedida forçada.
As vezes ajo assim na vida. Ao ver situações complexas e tensas busco trocar de canal. Evitar os confrontos necessários.
Quero aprender que não posso fugir da realidade da vida. Não posso esconder meu coração das tristezas, constrangimentos, desilusões, ou, de qualquer outro desencanto da existência. Tenho é que depositar minha confiança em Deus. Deixar com que ELE cuide de cada detalhe de minha jornada.
Só assim ELE poderá transformar pranto em dança.
Quem não aceita o pranto, jamais aprenderá a dançar com Deus.
Quem troca o canal perde as mais profundas lições da vida.
Espero que mesmo sem ter chegado a algum lugar, você tenha apreciado me acompanhar nesta caminhada.
Obrigado por ler o que sinto!
Thiago Grulha
… minhas 27 unidades federativas/celebrativas…
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O Brasil é divido em 26 estados e um distrito federal, ou seja, 27 unidades federativas.
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Confesso que esta informação não estava fresca em minha memória. talvez, se eu vasculhasse bem nas prateleiras espalhadas pelos corredores dos meus pensamentos, eu encontraria este dado devidamente arquivado em mim, mas preferi recorrer à uma outra fonte de pesquisa.
pude relembrar as aulas de geografia e reorganizar meus conhecimentos sobre a divisão político-administrativa do país sede das olimpíadas de 2016.
O Brasil é divido em 26 estados e um distrito federal, ou seja, 27 unidades federativas.
até algumas horas atrás não havia semelhanças entre mim e esta informação registrada acima, porém, agora há.
Deus deu-me a imensa alegria de completar 27 anos.
Assim como o território nacional, o meu tempo de vida está dividido em 27 unidades celebrativas.
cada aniversário foi um presente entregue diretamente pelas mãos do “Eu Sou”.
obviamente não recordo de todos os trechos da jornada, principalmente os trilhados sem passos constantes, pois meu lugar era um colo carinhoso, fonte de afeto. Mas quando converso com as lembranças, sou ferozmente atacado por uma impetuosa manada de sensações felizes.
Agradeço a Deus por minha família. Meus pais e irmão são para minha alma o que o céu é para o pássaro - eles são meu lugar seguro para voar. E a gata de botas? A gata de botas tem sido minha surpresa querida. O inesperado que encanta. A batalhadora que me inspira. Temos aprendido juntos.
Por cada amigo que conheci e pelo que aprendi com eles - louvo ao Senhor.
Agradeço a Deus por cada educador que se ocupou em me ensinar e por todos os colegas com quem já dividi dúvidas e respostas. Apreensões e conquistas. E claro, amizade.
Louvo a Deus por minha relação próxima com a igreja… quanta coisa aprendida enquanto ouvia professores da escola bíblica dominical, escutava canções, assistia aos batismos, espiava ensaios, encenava peças, cantava hinos, gargalhava em acampamentos, memorizava versículos para os concursos, tomava ceia, lia a bíblia e fazia tantas outras coisas incríveis… (Vale comentar que graças a Deus muitas delas ainda faço rs)
Grande parte do que sei, sou e transmito aos outros, aprendi andando sob o cuidado de uma comunidade que ama a Deus e o serve em amor…
louvo também ao Senhor por cada momento triste… cada dor sentida… cada perda… cada decepção… pois todo o pranto faz parte do caminho que percorremos para chegar até a dança….
E minha maior gratidão é derramada diante de Jesus… Seu amor por mim… Sua palavra carinhosa e perfeita… Sua graça acolhedora… Seu perdão inesgotável… Sua paciência salvadora… Sua misericórdia incandescente… Seu toque amigo… Sua Vida em meu espírito… amo a Jesus…que minha paixão por viver cresça em proporções gigantescas… que meu coração aprenda a dar valor ao que realmente importa e que meus dias possam sempre ter um sol que brilhe propósitos e significados em cada um de seus raios… que eu desfrute da liberdade de ser o que ninguém mais no mundo inteiro poderia ser… com a graça de Deus, eu serei eu mesmo… (esta frase é de algum pensador cristão existencialista, mas não sei o nome rs)
Super-Herói nas rádios e na Expo Cristã…
Por meio dos e-mails, comentários no blog, mensagens no celular, palavras carinhosas geradas em encontros rápidos nos lugares em que vou ministrar… são abordagens diferentes, porém todas carregam um toque de refrigério. Um olhar animador. Um calor cativante. Uma alegria para a caminhada.
São gestos de quem realmente se identifica e é abençoado por aquilo que o Senhor tem feito em nós e por meio de nós.
No Feriado a canção super-herói, que faz parte do meu novo CD intitulado “palavras”, ficou em primeiro lugar entre as mais pedidas na programação de uma das maiores rádios da cidade de São Paulo. No dia 8 ficou em segundo lugar e vem ocupando outras posições nesta lista.
Reconheço que o que confirma e consolida um ministério vai muito além de tocar em uma rádio ou ter alguma aprovação humana, entretanto preciso dar a este tempo da vida uma voz de gratidão. Enxergar este trecho do caminho com carinho, porque este chão, no qual caminho, é feito da amizade, cumplicidade e história de pessoas que dão a minha jornada um sabor de comunhão.
Quero apenas agradecer a Deus e a todos que externam sua relação afetiva com esta canção ligando e batalhando para que a canção super-herói mantenha-se em destaque e continue encontrando novos corações. Amém! Agradeço a gravadora Salluz, a todos os que a compõe (Rebeca, baruk, Teixeira, Rodhe, Juninho e demais colaboradores). Agradeço à minha igreja. Agradeço à minha família. Agradeço à minha namorada. Agradeço aos amigos conhecidos e desconhecidos que agem como se o que é meu fossem deles.
E para estas mesmas pessoas que amam, apoiam e ampliam minha caminhada ministerial deixo aqui um convite.
Pode ser que em breve tudo isto mude e não haja espaço em rádios ou programas para o que compartilho com minha fé e voz. No entanto, ainda assim continuarei entregando o que tenho com a mesma alegria, entusiamo e vontade, porque descobri o propósito do que vivo e isto basta para que meu coração arda em busca de oferecer tudo o que Deus quer partilhar por meio da minha vida.
Na sexta-feira (11 de Setembro) estarei na expo cristã, no stand da gravadora Salluz, as 15:00 hs e 18 hs, e também no sábado às 15:00 hs.
Durante toda a Feira cantores da Salluz e outros amigos estarão se apresentando no próprio stand, inclusive o sempre abençoador Paulo César Baruk e a criativa e sempre alegre Rebeca Nemer lançando seu novo DVD (Tudo de Bom) - falando nisso, não deixem de assistir ao trailer deste que será a nova sensação da criançada de todo o Brasil- http://www.youtube.com/rebecanemer.
Estou feliz porque retornarei ao Vale do Paraíba em setembro e outubro.
Dia 19 de setembro estarei na Assembléia de Deus do Bom Retiro em São José dos Campos e em outubro na PIB de Jacareí.
Que Deus continue nos ensinando a encararmos nosso próprio coração e assim experimentarmos as transformações que nos faz capaz de transmitir amor e resplancer a luz que revela o Reino dos Céus.
Um abraço amigo
Thiago Grulha
Me paga um doce senão eu te arrebento…
A correria me distraiu e deixei de compartilhar algo muito importante com vocês, mas ainda há tempo de lhes pedir um pouco de atenção para esta pequena história.
De tão absurdo chega a ser cômico tentar imaginar como esta cena inusitada se deu.
Meu irmão, Thales (24 anos), caminhava despreocupado pela rua ao lado de nossa casa. Palmilhava um asfalto que já foi palco de nossas partidinhas de futebol e voley, nossas correrias do Pega a bandeira, nossos pulos na Mãe-da-mula, nossa inocência no jogo de amarelinha, nossos incríveis passeios de bicicleta, nossas manobras de patins e muito mais… enfim… meu irmão caminhava tranquilão quando foi abruptamente abordado por uma criança da vizinhança que mal havia chegado aos 3 anos de idade.
Enquanto meu irmão sorria para toda a molecada que se divertia correndo e chutando pedrinhas ou apenas olhando as pipas voando baixo naquele céu azul, percebeu a aproximação decidida e quase militar do garotinho. E ainda sorrindo ouviu aquela suave voz infantil dizer : - Ae Tio! Me paga um doce senão eu te arrebento!!!!
Não duvidem. Não pensem que é exagero do autor deste texto. Não menosprezem a veracidade desta notícia dada em primeiro mão rs. Isto de fato aconteceu.
Um garoto que mal conseguia pronunciar com clareza qualquer simples palavra de nosso idioma. Um ser pequeno e indefeso. O “bunitinho” da mamãe olhou nos olhos do Thales e vociferou estas palavras agressivas rs
Opa, tem um detalhe. Ele estava de punhos cerrados e ginga de malandrão rs.
E agora? Com qual intenção deixei que esta história continuasse viva, respirando neste meu blog?
Simples! - Este menino orou!
É isto mesmo. Se um sagrado “amém” fosse inserido no final de sua fala, poderíamos dizer com certeza que ele havia aprendido a orar.
Pois não é assim que muitos de nós oramos? Não é assim que agimos diante de Deus?
Olhamos bem no fundo dos olhos dEle e dizemos - Eu não tenho condições de pagar as coisas que preciso ou quero ter. Então, vê se paga aí! Mais saiba de uma coisa, se não pagar eu te arrebento!!
Cheguei a pensar - “como pode um menino tão miúdo desse encarar um morenão de 1.74 de altura e mais de 76 kilos?. Ele não tem noção das diferenças entre eles dois”.
Mas fazemos pior. Muitos de nós abordamos a Deus sem ter em mente sua Majestade, Grandeza e Poder. Sem ter uma mínima compreensão do que é conversar com o REI dos reis, SENHOR dos senhores.
Obviamente Deus não quer que tenhamos medo dele. Que duvidemos que Ele sempre nos receberá com misericórdia, compaixão e amor. Mas ele é digno de Louvor, Honra e Glória. Ele é nosso SENHOR.
Há muita gente de punhos cerrados ameançando a Deus com suas falas grosseiras e egoístas. Gente que acredita que se descobrir o segredo do cofre dos céus, arranca de lá suas benção à força. Gente que não vê na oração um momento de amizade, sinceridade, renovo, restauração, perdão, cura e intimidade.
Por muitas vezes eu faço parte deste grupo que enxerga o Pai como um entregador de pizzas celestiais.
Que Deus me ajude a amá-lo, descobrindo a cada dia o quanto ELE me ama. Que Deus me ajude a entender que a maior dádiva de Deus para mim não é algo que Ele me dá, mas sim algo que ELE me torna.
Meu irmão ficou chocado! rs Mas em outras ocasiões deu um docinho pro rapaizinho perigoso rs Não pelas palavras que foram ditas pelo “suplicante”, mas pelo Amor que doador tem no coração.
Deus tem nos abençoado. Tem cuidado de nós. Tem nos presentado. Tem nos ensinado a cuidar de outros, presentear a outros e a amar ao próximo.
Isso não porque todos nós sabemos como pedir o que pedimos, mas porque ELE nos ama como um Pai compassivo e sabe daquilo que precisamos mesmo antes de mencioarmos nossas necessidades.
Quero aprender a falar com meu Mestre de um jeito único. Um jeito que não tenha muito haver com palavras, mas com vidas lindamente conectadas.
Tenho buscado reaprender a orar e esta história me ensinou a como não pedir, a como não pensar, a como não crer e a como não ser.
Que Deus nos toque na alma, lugar onde a vida acontece de verdade…
Abraços
Thiago grulha
Cinéfilo…
Cinéfilo…
Não é segredo que curto demais ir ao cinema, isto muitos sabem. Os mais próximos, ou seja, os que sentaram-se na cadeira ao lado rachando uma pipoca ou dividindo o canudinho do Copão de Coca-Cola, sabem que choro até assistindo trailers. Agora, bem poucos conhecem o efeito que cada filme tem sobre mim. Minha namorada sabe rs Obrigado por me ouvir Cibele!
Gosto de comédia, aventura, ação, ficção, suspense, romance e desenhos.
Alguém pode pensar - Não é mais fácil dizer que gosta de qualquer tipo de filme?
Se pensou desta forma, pensou errado.
Podem prometer pagar o big mac, meu ingresso e a sobremesa no amor aos pedaços, mas se for terror, não vou de jeito nenhum. Meus olhos não possuem qualquer relação de amizade com cenas de gente serrando a própria perna, adolescentes possessas por demônios que caçoam do exorcista esforçado ou bonecos com faquinhas afiadas brincando de repartir a cabeça de alguém em duas lindas e simétricas partes. Não amo muito tudo isso! rs
Creio que se tivesse vivido na Grécia, berço dos soberanos dramas universais, não perderia uma peça (apesar que aqui em São Paulo há ótimos lugares para se assistir um bom espetáculo e eu nunca vou rs)
Mas enfim, já disse o essencial deste texto, que amo filmes, principalmente os assistidos no cinema.
E porque amo filmes? O que acontece comigo?
Afirmar que experimento a catarse seria exagero, porém sempre sou tomado por emoções que me levam as lágrimas, risos e reflexões. E sondando-me busquei entender quais coisas me fascinam no enredo, nas personagens, no cenário, nas falas e na ação.
Preparado estava para algumas horas de pesquisa intelectual, porém em pouco tempo desvendei o mistério. O que mais me atrai é o milagre da transformação (claro que mais coisas, mas principamente isso).
Sinto o coração apertar, os olhos umidecerem, os pensamentos se enternecerem e a vida jorrar livre por todos os caminhos existentes em meu espírito.
Como é incrível ver o tolo num instante de sabedoria. O egoísta estendendo a mão. O amargurado abraçar liberando perdão. O excluído encontrar amigos. O sozinho dar aquele beijo. A esquecida receber a coroa de rainha do baile. A considerada megera demonstrar aos outros que sabe amar. O injustiçado ser absolvido. O triste alegrar-se. O solitário acenar para vida agradecendo a família que recebeu. O desajustado tendo uma segunda chance.
Amo as transformações. As esperanças. A renovação.
O quarto vazio novamente preenchido pela voz da criança que sofria num hospital. A mesa que outrora foi testemunha de brigas entre pai e filho, “escutando” o sussuro dito ternamente “me perdoe filho, é bom ter você de volta”.
Sou atingido pela verdade encenada. Pelo rude que pouco a pouco perde o carinho de quem ama. O rebelde que apenas precisava de um bom amigo por perto. O gentil que com toda a sua gentileza não consegue o olhar da lider de torcida. Entretando. Intimamente ligado a todos estes momentos, há sempre os fios da transformação, que fazem com que a tessitura da vida ganhe outras cores, quando tudo parecia terminar em cinza.
Não fecho os olhos para verdade. Não ignoro a realidade de todos os dias. Não perco de vista a beleza que existe longe das camêras. Mas como aprendo com cada sentimento que me belisca a alma enquanto reajo as palavras incríveis na boca de gente que nem conheço, mas que conseguem ter na voz e na face os meus próprios anseios e sonhos.
Nós podemos viver a transformação. Podemos ser moldados. Podemos nos aventurar neste labirinto do tempo e reencontrar virtudes perdidas. Podemos voltar a sorrir. Podemos emocionar a platéia. Podemos chorar. Podemos ser tocados pela mão da verdade e assim revelarmos ao mundo o valor que o sangue de Jesus nos deu.
O que será que assistirei semana que vem rsrs (ou na outra semana rs) - Aceito indicações!!!
Thiago Grulha
Mãos que oram…
Mãos que oram…
Louvo a Deus por dar a nós a honra de sermos únicos e a alegria de podermos descobrir nosso próprio caminho e significado no universo e suas relações.
Louvo a Deus por nos dotar de capacidades e forças específicas para a realização das tarefas que DELE recebemos. Louvo a Deus por nos fazer tão diferentes sem negar a nenhum de nós a felicidade de sermos sua IMAGEM e SEMELHANÇA.
Como é importante orar.
Há quem ore aos gritos - gente que que lança seus pedidos e agradecimentos com a força de suas vozes para além das nuvens brancas.
Há quem ore em silêncio. Há quem converse com Deus em pensamento. E por aí vai…
Eu gosto de orar com as mãos…
Enquanto escrevo descortino meu coração na presença do POETA e descubro que cada palavra na tela surge do meu encontro com meu Senhor. Surge de minha inquietação amalgamada à paz que dEle emana abundantemente.
E nos versos que se deixam conhecer encontro minhas súplicas e louvores. Amém!
Este mês de Julho tem sido especial demais.
No que tenho cantado e pregado sinto o evangelho percorrendo-me e em minha instrumentalidade alcançado a outros. Mas isso me faz pensar, e pensar muito.
E o que tenho pensado ultimamente diz respeito àquele versículo que nem buscarei reproduzir com fidelidade nesta madrugada, apenas citar uma parte de seu teor.
Jesus disse algo parecido com “Quem quiser ME seguir, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e acompanhe-me”.
Eu poderia ir até a estante e buscar ali relembrar os detalhes do texto e sua referência, mas prefiro partir do que minha mente recordou-se e nisto, pelo menos nesta hora, permanecer.
Hoje vi este texto e recebi uma outra aplicação. Entendi porque tenho me revoltado comigo.
Seguir a Jesus é uma jornada de descobertas. Andar com o Filho do Homem nos coloca frente a frente com o espelho da verdade.
Quem não experimenta seguir Jesus não chega a se conhecer.
Quem se arrisca a aproximar-se do Cristo é iluminado de tal forma que se vê como nunca havia se visto antes.
Enquanto caminhamos tendo os passos do Nazareno como mapa, somos confrontados com pessoas, situações, movimentos, sentimentos e tantas outras coisas que jamais experimentaríamos se não seguíssemos a Jesus.
Tomem isso como um exemplo. Imagine-se seguindo um médico pelos corredores de um hospital psiquiátrico.
O doutor desacelera o ritmo e demora-se frente a uma porta cinza escura. Na porta está escrito “casos graves”. Logo após a entrada do homem vestido de jaleco branco você também pisa naquele chão de granito.
São gritos. Delírios. Alucinações. Loucuras. Expressões confusas.
Você se assusta, mas o médico continua cuidando das pessoas. Você quer fugir, mas aquele a quem você segue abraça os pacientes.
Você não consegue sequer se aproximar daquelas criaturas, porque para seus olhos elas não são seres humanos.
E pouco a pouco você descobre que não está pronto para enfrentar aqueles berros e apesar deles amar, abraçar e cuidar. Percebe que não sente amor por eles e que preferiria jamais tê-los conhecidos.
E ao sair da sala não se reconhece. Todos aqueles sentimentos jamais tiveram lugar em teu coração.
Mas quando seguiu aquele que caminhava para cuidar dos doentes, você surpreendeu-se consigo mesmo. E agora se vê diante de uma escolha a fazer. Negar seus medos, vontades, preconceitos, reservas, vazios, ou se render dominado por eles.
Ou você buscaria aprender a amar, cuidar e valorizar aquelas esquecidas e marginalizadas personagens da história da vida, ou diria a si mesmo- “- eu não tenho que ficar aqui, isso não faz parte da minha vida”.
Desculpe o exemplo um tanto alegórico demais, mas ele ilustra bem o que sinto.
Quando andamos com Jesus atravessamos portas que guardam coisas que jamais esperávamos ver.
Jesus se relaciona com vidas que preferiríamos descartar. Jesus reage com amor diante de situações que faríamos uso da violência. Jesus perdoa áqueles que decidimos apedrejar. Jesus ignora o trono de Pilatos e sobe na cruz de Barrabás. Jesus não se afasta da mulher adúltera, ao contrário, é o único que com ela conversa.
Enquanto sigo a Jesus deparo-me com coisas que mexem com o pior da minha natureza e quando isso acontece preciso negar este “eu” em rebelião.
Ha gente que não sabe até hoje o que está dentro de si, porque não decidiram estar com o Mestre.
Creio que você não seja tão impuro quanto eu. Creio que seu coração abarca muito mais bondade e justiça do que consigo guardar no meu. Entretanto, pense nisso.
Será que a razão pela qual você se acha tão bom, caridoso, respeitador ou digno, seja que não tem seguido ao Senhor da vida? Será que se você atravessar as portas que ELE atravessa não seria desmascarada a sua alma invejosa, teu espírito preguiçoso, tua boca maldizente, teu pensamento egoísta, teu caminho violento, ou tua carne maliciosa?
Peço a Deus perdão pelo meu “eu”. Suplico a ELE que me ajude a negar este “eu”. Que me ajude a não alimentá-lo com o pão do pecado. Que me socorra para que eu não o acaricie com o beijo da impureza. Que eu não o abrace com o afago da mentira.
Aos irmãos em Cristo que entrarem neste blog ou receberem um de meus e-mails, peço com sinceridade. Orem por este seguidor de Cristo, pois tenho descoberto um “eu” que, se não for negado, cegará minha fé, aleijará minha esperança e destruirá o templo que sou.
Que o Senhor Jesus nos ajude a negar o “eu” que apenas pode ser visto à luz da presença do Mestre Jesus.
Do amigo
Grulha
Adoremos ao Senhor e nos alegremos NELE… (AGENDA)
(No final do texto está a minha agenda! Vamos cantar juntos “Eu te exalto Senhor, eu te exalto” Compareçam)
Como tem sido enriquecedor o tempo vivido com as pessoas! Como tenho aprendido o quanto sou limitado e finito. Carente de conselhos, apontamentos, diálogos, tolerância, ensino, exortação, encorajamento e misericórdia.
Tenho minhas idéias. Adquiri diversos conceitos sobre os símbolos da vida e suas peculiares manifestações, entretanto, guiado por estes, muitas vezes machuco o próximo e desconsidero o valor das diferenças. Eu realmente quero que isso seja transformado.
Desejo ardentemente não me preocupar tanto com performances, estilos, estratégias, mas sim focar-me no coração sincero que naquele instante bate alegre por adorar ao Deus que o deu vida.
Quem sou eu para tecer comentários sobre este ou aquele? Para fazer observações altamente laboriosas sobre assuntos que devem ser apenas julgados pelos olhos do que sonda a alma?
Quero uma vida mais leve! Quero ter na boca palavras de vida, esperança, consolo, reconciliação e fé. Dispenso os discurso imperiosos. As falácias inseguras. As declarações pseudo-divinas. Os argumentos arrogantes.
Meu desejo é que Deus brilhe por meio de minha voz. Que adolescentes encontrem o caminho da aventura do Cristianismo. Que jovens descubram a segurança da Rocha Eterna. Que os adultos toquem no manto da liberdade e se cubram de convicção para enfrentarem o frio das mazelas da história humana. Meu desejo é que minha família festeje com minhas palavras e os que amo sejam ministrados e edificados.
Que eu seja liberto de meus pecados e abraçado pela cura do coração. Que o arrependimento torne minha mente um porto seguro para os pensamentos puros que brotam do Espírito que é Santo.
Ajude-me Senhor! Como quero amá-lo mais!
Thiago Grulha
Próximas Agendas - informações - thiago@baruk.com.br
Julho
3 – Louvor na Igreja Batista em Vila Rosário - Grulha
4 – Celebração das bodas de Hemórgenes e Maria - Grulha
5 – Congregação em Poá – Grulha e Banda
10 - Adoleste - Igreja Batista Vila Salete
11 – IPI do Oliveira – Grulha e Banda
12 – Primeira igreja Batista de Mauá – Grulha e Banda
15 - Assembléia de Deus em Guarulhos - Na rua Nilo Peçanha - Grulha
16 – Interleste (PIB da Penha) – Grulha e Banda
17 – Congregação Batista em Cosmopolita – Grulha
23 – Culto no Tabernáculo jacuí – Grulha e Banda
26 – Assembléia de Deus parque das nações - Grulha
27 – Igreja Batista Central em Itaquera – Grulha e Banda
29 – Assembléia de Deus em Jardim Penha - Grulha
Feliz Dia dos Namorados
Dia dos namorados
“A multicolorida bondade de Deus ganhou contornos indiscritíveis quando da costela do homem a mulher foi esculpida e maravilhosamente formada. Entretanto o mundo surpreendeu-se com algo inesperado. Após a criação do homem e da mulher o que mais poderia ser realizado com tamanho poder de encatamento?
A esta pergunta Deus respondeu com voz terna e penetrante. Deus criou a paixão, o amor entre os corações nos quais ELE soprou vida.
Deus tomou a mulher pelas mãos e passeou pelo jardim lhe prometendo uma grande surpresa. A brisa a fazia sorrir e o carinho de Deus lhe despertava todas as alegrias possíveis. Como eles brincavam enquanto caminhavam pela relva verde! E sem qualquer aviso Deus cessou a caminhada e lhe desvendou os olhos.
Foi incrível o que ela viu. Era alguém parecido, mas ao mesmo tempo diferente.
Um outro sem deixar de ser uma parte de si mesma. Ambos se buscavam enquanto se aproximavam. Apreciavam cada detalhe e apontavam um para o outro divertindo-se com aquele momento inexplicável. Ali iniciava-se um novo jeito de andar e de experimentar o Éden. Tudo era ainda mais belo e significativo.
Por um momento os pássaros contiveram o seu vôo. Os peixes aglomeraram-se na beira dos mares. Uma tartaruga correu para não perder o espetáculo. O sol lançou o melhor de seus raios para que cada gesto fosse visto com nitidez. Todos contemplavam assombrados!
Um beijo!!
O Beijo de Adão em Eva. O começo de um namoro. O encontro dos corações! O sonho divido. A estrada compartilhada. A vida redifinida por uma nova compreensão sobre o amor! Que incrível isso que Deus fez com cada um de nós. Como é bom redescobrir cada pedacinho da vida tendo um grande amor ao nosso lado!
Parabéns a todos os namorados! Nós somos os presentes! Deus nos deu uns aos outros porque ELE sabe o valor que temos, acreditemos nisso!”
Feliz dia dos namorados amor! Beijão minha Gata de Botas
Thiago Grulha